Resumo
Apesar dos avanços na participação das mulheres na produção científica e tecnológica, a igualdade de gênero na ciência permanece um desafio. Segundo o Fórum Econômico Mundial, mantido o ritmo observado em 2025, seriam necessários 123 anos para alcançar a paridade global de gênero. Mas por que, em uma sociedade marcada por tantos avanços científicos e tecnológicos, a igualdade entre mulheres e homens ainda parece tão distante?
A palestra propõe uma reflexão crítica sobre as desigualdades de sexo/gênero na ciência, considerando seus determinantes históricos, sociais e institucionais, com especial atenção a dois aspectos: a divisão sociossexual do trabalho e a responsabilização das mulheres pelos cuidados, especialmente na maternidade; e as diferentes expressões da violência de gênero, incluindo assédio, discriminação e relações desiguais de poder nos espaços acadêmicos e científicos.
Um convite à reflexão sobre a responsabilidade das instituições de ensino e pesquisa na construção de ambientes mais democráticos, seguros e comprometidos com a equidade de gênero, destacando a corresponsabilidade social pelos cuidados e o enfrentamento às violências como condições fundamentais para uma ciência verdadeiramente inclusiva.
Palestrante: Profª Drª Priscila Fernanda Gonçalves Cardoso
É mãe da Maria, doutora em Serviço Social pela PUC/SP e Professora Associada do curso de graduação em Serviço Social e do Programa de Pós-graduação em Serviço Social e Política Social da UNIFESP/BS. Coordenadora e fundadora do projeto Yabás e Erês - maternidades e coletivização dos cuidados. Coordenadora do Grupo de Pesquisa MaternaCiência (diretório CNPq) e Coordenadora da Comissão Permanente Mães da Unifesp - PRAEPA.
Horário e Local: Segunda-feira, 26/10/2026 - 19h00 - Auditório do Campus Cubatão